O que é Quarta Revolução Industrial?

O que é Quarta Revolução Industrial?

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Sua empresa está preparada para enfrentar e prosperar na Quarta Revolução Industrial? Isso mesmo: estamos à beira de outra transformação nos processos produtivos. Dessa vez ainda mais impactante que em tempos passados.

Agora, a tecnologia não será mais um meio, mas o todo: presente do começo ao fim da cadeia produtiva de uma empresa, estendendo-se para além do braço operacional, agregando valor também ao estratégico. Enfrentar essa transformação significa se mover. Quem esperar pela onda, pode ser derrubado por ela. Por isso, é preciso preparo e o primeiro passo é entender: afinal, o que é a Quarta Revolução Industrial?

O assunto não interessa apenas à empresas características da “indústria”, como metalúrgicas ou montadoras de carros. Como os outros movimentos de revolução, se trata de um processo de mudança amplo, que atinge à todos: da siderúrgica à distribuidora de produtos de limpeza em seu bairro.

Impacta na sua micro, pequena, médio ou grande empresa de forma geral.

Antes de mergulhar no assunto, queremos expandir a conversa. Afinal, estamos prestes a entrar na Quarta Revolução Industrial… Mas e as anteriores, o que aconteceu com elas e como elas impactaram o mundo até aqui? E sobre a nova revolução: quais seus impactos nas empresas e como se preparar?

Tudo isso explicaremos neste conteúdo completo. Então, para aprender mais, é só continuar a leitura, combinado? Vamos lá!

Quarta Revolução Industrial? E as outras três?

Pois bem, você pode estar se perguntando exatamente essa questão acima — sabemos disso. Por mais que algumas pessoas estejam cientes de todas as revoluções de mercado até hoje, é comum se perder durante os anos e deixar esses trechos da História escaparem da mente.
Por isso, é nossa missão fazer um resgate.

Primeira Revolução Industrial

Foi pouco depois da metade do século XVIII que aconteceu a Primeira Revolução Industrial, e provavelmente a mais emblemática delas até hoje: da máquina a vapor. Com isso, a modernização chegou às camadas mais básicas da produção: a agricultura e a manufatura têxtil.

Foi a largada para a popularização das fábricas e da rotina produtiva (que, naquela época, era bem pesada).

Os benefícios, no entanto, são vistos até hoje: a tecnologia deu passos gigantes e logo, cidades rurais deram lugar aos centros urbanizados.

Foi a base da economia como conhecemos, com a expansão das linhas de trem e o renascimento do comércio internacional, em muito apoiado pelos navios à vapor. Essa época marcou a ascensão da classe média.

Segunda Revolução Industrial

E agora, qual foi a próxima revolução industrial? Difícil lembrar pois ela geralmente se confunde com a primeira, mas aconteceu logo no século seguinte, XIX.

Se trata da revolução científica, onde o método de pesquisa se popularizou serviu de base para inovações como eletricidade, motores a gasolina e outros combustíveis fósseis, fertilizantes, produção em massa de borracha, entre outros.

Esta mudança proporcionou o surgimento de modelos de fabricação conhecidos até hoje, como a linha de montagem da Ford (nos anos 1900).

Foi nesse mesmo embalo que eletrônicos e eletrodomésticos foram criados, como aparelhos de telefone. Aqui, o mundo moderno viu seu início.

Terceira Revolução Industrial

A terceira revolução industrial foi algo que, provavelmente, todos os leitores testemunharam: a inserção do mundo digital em nossas vidas. Um fruto dessa mudança é justamente o computador ou smartphone que você utiliza enquanto lê este artigo.

Seu início foi na década de 1950, com a criação dos semicondutores. Já em 1980 veio a Internet e todas as tecnologias subsequentes.

É a época que marca a digitalização de várias camadas do dia a dia, como as redes sociais, websites, streamings. Todos substituindo um equivalente analógico por um digital.

Na indústria, viu-se a adoção de sistemas de automatização e a introdução de tecnologia avançada com análise de dados.

Para alguns, essa revolução dura até hoje — mas em seus momentos finais, de transição.

A Quarta Revolução Industrial

Esse é o movimento que todos testemunharemos logo, logo.

Segundo a Gartner, principal consultoria sobre tendências tecnológicas do mundo, a Quarta Revolução Industrial é um movimento que combina várias tecnologias para transformar a realidade em que vivemos. De acordo com a instituição, trata-se de uma transformação de sistemas ciber-físicos.

É de onde vem o termo Indústria 4.0, uma das “marcas” que caracteriza essa revolução.

Na Quarta Revolução Industrial, será possível unir técnicas avançadas de fabricação com tecnologias inovadoras (como IoT, Machine Learning, IA) e diferentes designs de negócio (como negócios digitais, blockchain, etc) para transformar o panorama produtivo.

O que nos aguarda é uma cadeia de produção ultra-conectada: onde cada dispositivo se comunica com o outro, analisa dados em tempo real e utiliza de suas próprias capacidades para tomar decisões inteligentes por toda sua planta.

De acordo com a Deloitte, a Quarta Revolução Industrial será o momento onde a tecnologia verdadeiramente inteligente se integrará às organizações, mas também aos ativos e às pessoas em si.

Hoje, já é possível ver a aurora desse novo momento, com a maturação de tecnologias únicas, como: nanotecnologia, wearables, analytics avançados, IA, robótica avançada, computação quântica, entre muitos outros.

Ou seja, pode-se dizer que a Quarta Revolução Industrial vai verdadeiramente além do chão de fábrica. Além de impactar no processo de fabricação, são tecnologias capazes de atuar no core business, absorvendo e reunindo dados de várias fontes para tirar insights estratégicos valiosos.

O objetivo aqui vai de encontro a outros movimentos, como a Transformação Digital, onde o foco é a experiência do cliente e sua satisfação.

Com a Quarta Revolução Industrial, isso vai ser possível a um nível muito mais profundo, assentando na sociedade uma realidade digital capaz de mudá-la para sempre.

Transformação Digital: um dos braços da nova era industrial

A Quarta Revolução Industrial e a Transformação Digital tem tudo a ver.

Enquanto a primeira vai estabelecer uma mecânica produtiva ultra-tecnológica, a segunda busca disseminar esses recursos e ferramentas inovadoras por todo mercado. 

Assim, empresas de todos os segmentos — do escritório de advocacia à fabricante de aviões — caminham em uma mesma sintonia; ditada pela tecnologia.

Digitalização, conectividade, experiência do cliente: essas são palavras-chaves de ambos os movimentos.

Ainda conforme artigo da Gartner, alguns pontos destacam e aproximam ambos os conceitos. Confira:

  • Combinar dados internos e externos para melhorar a tomada de decisão, auxiliando na criação de feedbacks contínuos para melhoria constante dos designs de produtos e processos.
  • Desenvolver competências (e confiança mútua) para melhor integrar TI e a Tecnologia Operacional, incluindo a segurança e o gerenciamento de riscos nesses dois campos.
  • Compreender como tecnologias subjacentes podem impactar as operações de fabricação, determinando as vantagens e desvantagens envolvendo custo, inovação e fornecimento.
  • Trabalhar para o desenvolvimento simultâneo de produtos inteligentes e processos de fabricação inteligentes, mas de forma focada e incremental, em que os investimentos possam ser justificados e os benefícios sejam aparentes.

De toda forma, é possível afirmar que a Transformação Digital servirá de impulso para que a Quarta Revolução Industrial se estabeleça, especialmente levando em conta o ambiente digital.

Dessa forma, teremos empresas cuja cadeia produtiva não apenas executa, mas se autoplaneja.

Porém, a dúvida que fica é: como a mudança vai impactar o mundo de uma forma prática? É o que vamos falar a seguir, confira!

Qual o impacto da Quarta Revolução Industrial?

Como você já percebeu, a Quarta Revolução Industrial já está em andamento. Isso significa que não é preciso fazer grandes exercícios de imaginação para entender os impactos dessa transformação. Basta observar e identificar os pontos de disrupção.

O uso de aplicativos como o Waze, por exemplo, é uma amostra de como a Indústria 4.0 impacta no cotidiano. O aplicativo usa de análise de dados avançado para calcular as melhores rotas para motoristas, influenciando todo trânsito na cidade.

O próximo passo natural é aquela que virá com as Smart Cities, onde serviços do tipo se alinharão à gestão pública, para otimizar o dia a dia de toda comunidade. Assim, é possível mitigar acidentes e tornar o fluxo de pessoas mais leve, evitando engarrafamentos.

Ainda sobre dados, um case interessante e bem específico.

Uma empresa de mineração de ouro africana detectou uma anomalia em seu processo de lixiviação (dissolução e remoção dos constituintes químicos de rochas e de solos), que afetava seus níveis de oxigênio. Era um problema minúsculo, mas que, uma vez consertado, lhes fez aumentar o rendimento em 3,7% e proporcionou uma economia de US$ 20 milhões.

Isso só foi possível por conta de seu maquinário moderno e a presença de sensores por toda cadeia produtiva. Dessa forma, a leitura avançada de dados obteve insumo suficiente (e em tempo hábil) para detectar o problema e avisar aos responsáveis.

Só nesses casos já é possível identificar uma série de benefícios para a sociedade e para a iniciativa privada:

  • Melhor segurança pública;
  • Melhor qualidade do trânsito;
  • Gestão de ativos otimizada;
  • Cadeia produtiva integrada, gerando dados a todo momento.
  • Identificação de oportunidades de melhoria em tempo real;

Além disso, é importante mencionar como a Quarta Revolução Industrial pode impactar no back-office de um negócio.

Soluções completas para gestão do negócio, como um CRM, por exemplo, são ótimas pedidas para empresas que buscam se solidificar em um novo momento do mercado. 

Essas soluções já não fazem apenas o básico, mas aproveitam de toda uma plataforma tecnológica para fornecer uma ferramenta completa de inteligência de negócios.

Ou seja, muito além da gestão de relacionamento com cliente, são soluções desenhadas para empresas modernas, que verdadeiramente solucionam seus problemas.

Ao se aproveitar de tecnologias como cloud computing, IA, machine learning, fornecem meios para você evoluir o seu negócio — possibilitando o próximo passo em direção aos pilares da Quarta Revolução Industrial.

Novas tecnologias e tendências que estão transformando o mercado

No embalo desse aprendizado, é importante ter em mente as tecnologias essenciais — os vetores de transformação que estão nos fazendo ir da terceira para a Quarta Revolução Industrial.

Conheça os principais:

  • IoT (Internet of Things);
  • Cloud Computing;
  • Machine Learning;
  • Inteligência Artificial;
  • Realidade Virtual;
  • Realidade Aumentada;
  • Big Data;
  • Analytics Avançado;
  • 5G;
  • Blockchain;
  • Impressão 3D;
  • Biotecnologia;
  • Robótica;
  • Entre outros.

Em suma, se trata de entender que logo, logo vamos viver em uma realidade completamente diferente, bem como disse Marc Benioff, CEO da Salesforce.

“A convergência de tecnologias digitais com avanços em ciências de materiais e biologia significa que estamos assistindo o surgimento de novas maneiras de viver. Em formas sutis e explícitas, a tecnologia está mudando o que significa ser humano”.

Quando acontecerá a Quarta Revolução Industrial?

Importante entender: ela já está acontecendo.

Mas talvez a dúvida principal seja: quando veremos mudanças claras na sociedade e nas empresas? Bom, talvez não seja exatamente nesta Revolução Industrial que teremos carros voadores por aí, mas com certeza será possível observar uma cidade e empresas mais conectadas — dependentes de dados e de conectividade.

Um estudo recente do Escritório de Patentes Europeu descobriu que, desde 2014, os números de patentes relacionadas à Indústria 4.0 cresceram mais de 50%.

Enquanto isso, talvez a aplicação mais visual da modernização, as Smart Cities, ainda batalham contra regulações atrasadas para, de fato, acontecerem.

Porém, no campo privado, é possível esperar inovações transformadoras a cada dia que passa. Talvez em 5 anos já seja possível observar cadeia produtivas totalmente automatizadas e inteligentes.

Portanto, é essencial que sua empresa se prepare. Estar na crista da onda é, além de um diferencial competitivo para o presente, também uma forma de se preparar para um futuro de grandes desafios.

O maior deles, provavelmente, a sobrevivência do seu negócios diante dos novos que surgirão.

E então, como dar esse passo?

A tarefa definitivamente não é simples, mas com um estudo básico é possível identificar algumas tecnologias-chave para agregar ao seu negócio, seja uma fábrica ou mesmo um escritório.

Um software de CRM, por exemplo, é uma alternativa de iniciar sua jornada de digitalização e alta tecnologia.

Ao utilizar uma plataforma completa e de renome, você consegue gerenciar todo relacionamento com o cliente: do momento que ele entra em contato com você, até o pós-venda.

De uma vez só, é possível organizar informações valiosas para potencializar a produtividade de diferentes setores: Marketing, Vendas, Atendimento e mesmo TI.

Portanto, não fique para trás e comece agora a se planejar para a Quarta Revolução Industrial!

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